sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Um instante de memória


Quando penso que estou sozinho, olho para a rua e vejo aquelas mesmas pessoas da minha infância. Não entendo como elas conseguem fazer as mesmas coisas que faziam quando eram crianças: jogar bola, empinar pipa, brincar de esconde-esconde, tocar a campainha e sair correndo.  Será que elas não cresceram?
Eu demorei pra perceber que aquela vida só era válida na minha infância. Agora só faço isso quando brinco com meus filhos. Ensino a eles cada brincadeira como se fosse eu mesmo, e sinto uma saudade daquele tempo que não volta mais.  Quando eles crescerem, sentirão a mesma saudade? Não sei, quem saberá?